segunda-feira, 25 de maio de 2009

Vai Curinthia!!


Vai Curinthia!!

Dentro de um dos meus temas prediletos, o futebol (vai Curinthia!!!), resolvi expor uma observação curiosa.
Certa feita, recentemente, estive num congresso da empresa na qual trabalho. Dentre tantos colegas e amigos que há muito não via, festa, alegria, papos e novidades colocados em dia, me vi num auditório com capacidade para aproximadamente 250 pessoas completamente tomado.
Ao iniciarem os trabalhos, apresentações de palestrantes coisa e tal, veio à frente um dos diretores da empresa que, como todo evento, tem aquele cara que dá uma animada no pessoal, esta não foi diferente. O cara fez alguns comentários, frase de efeito e tal, e em seguida convocou os torcedores de todos os times e, como bom corintiano, acostumado a estar em maioria, chamou todos a manifestarem-se e, evidentemente deixando nós corintianos por ultimo, chamou o penúltimo, ou seja, os torcedores do São Paulo. Em seguida nos chamou, os corintianos, e o que aconteceu nesse momento, foi inédito e nos chamou à atenção sobremaneira. Os são-paulinos estavam em maioria!!! Inacrediravel!!!
Bem, homem minimamente inteligente que sou, bem informado e capacitado a realizar e processar minimamente dados variados, assim, tomo a liberdade de elevar o patamar do meu intelecto a um nível mediano - por minha própria conta e risco – resolvi absorver o amargo impacto da realidade a minha volta, e levantar as causas de tal absurdo.
Em primeiro lugar, há explicações plausíveis para explicar essa utópica realidade. Vamos a elas.
Há muito, os órgãos de controle e estudos demográficos vem apontando uma enorme diferença, desde a ultima década, entre o numero de nascimentos de bebes do sexo feminino em numero muito maior ao numero de bebes do sexo masculino. Ora, você me pergunta, que raios isso tem a ver com a constatação do crescimento da torcida são-paulina? Calma lá, eu explico.
Há um fenômeno que de maneira nenhuma pode ser desprezado, na verdade, um conjunto de fatores sobre os quais estabelecerei os pilares que sustentarão minha tese. Posso dizer que testemunhei todos eles. Por exemplo, sabe-se que a torcida são-paulina é constituída (e isso é fato publicado pelo jornal esportivo Lance, em seu exemplar de agosto de 2006, se não me falha a memória) de maioria de torcedores do sexo feminino e homossexual. Não é preconceito! Pura estatística!!
O fator social que propiciou esse fenômeno é simples e eu o vivi intensamente. As mulheres, ainda jovens, não suportavam ter que viver e dividir a tv com os jogos do corinthans, assistidos em geral pelo pai e irmão. Perder o capitulo da novela, ou do Barrados no baile, as deixavam absolutamente revoltadas. Para demonstrar essa contrariedade e protestar e encher o saco do pai e do irmão corintianas, elas optam por torcer pelo São Paulo. Lembro que foi exatamente assim que aconteceu na minha casa. E também aconteceu com todos os meus amigos.
Era gritante a diferença entre a vibração que eu e meu pai, assim como nossos amigos, tínhamos ao ver um gol do timão. Era, e ainda é, uma explosão de emoção e gritos de alegria. Minha irmã, assim como as irmãs de meus amigos, nem sabiam quando o São Paulo estava em campo, tampouco a escalação do time. A vibração então, era no máximo, aquele gritinho de gol, básico. E quando a comemoração era mais efusiva, eram evidentemente, direcionados a nós corintianas presentes.
Outro fator foi o rostinho bonito e o par de pernas de jogadores como Raí e Palinha. Até então (principalmente no Corinthans, porque será??) só se via jogadores, digamos, sem apelo estético ou “brucutus”. O Raí pareceu um dos Menudos!! Aí, é lógico, os “indecisos” (sexualmente falando) também cresceram os olhos, né!!
Aliado a isso tudo, tem o fato de que São Paulo Futebol Clube, naquela época, era conhecido como “máquina mortífera” e ganhava tudo que disputava.
E como toda torcida é movida a títulos, exceto nós corintianos (vai corintiana!!) que, com muito orgulho,podemos nos orgulhar de ser a única torcida que, ainda sem ganhar títulos há 23 anos, consegue crescer sem parar, os tricolores começaram a aparecer. Ainda mais num mundo onde tudo que está na moda cai nas graças do povo, e ainda que passageira e descartável, a moda era e ainda é, na época, torcer pro time que mais ganhava.
E ainda é preciso admitir, que a administração do clube também está seguindo rumo ao profissionalismo de primeiro mundo e garantindo times competitivos e vencedores (ai como dói admitir isso!!).
Enquanto isso os outros clubes estão entregues aos “cartolas torcedores” que agem com amadorismo e muitas vezes de forma corrupta (né, seu Dualib??!)
Mas a alegria da massa corinthiana (vai curinthia!!) e água fria nos “bambis”, nossa torcida está voltando a crescer como antes. Principalmente com a chegada do Fenômeno no Corinthans. Há vislumbres promissores a respeito do profissionalismo no Parque São Jorge. A organização e a articulação para captar recursos, patrocinadores, esforços de marketing que culminaram com a contratação do Fenômeno, exigiu uma postura extremamente profissional e de trabalho hercúleo da cúpula corinthiana.
Os resultados já mostram que valeu a pena. Temos os melhores patrocínios do país e o Fenômeno já nos deu o título paulista, e apesar do time “mais ou menos” que o Corinthans tem, Ronaldo garante a disputa pelo título do Brasileirão.
Chora “bambi”!!

Vai curinthiaaaaa!!!!!!